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7 dicas essenciais para ser um bom condutor no forró

O que faz um condutor ser um dos favoritos na pista de dança?


Aquele forrozeiro que várias pessoas querem dançar com?


Ao longo de mais de 20 anos dançando forró, participando de festas semanais e dando aulas por quase uma década, aprendi que a essência dessa dança vai muito além da técnica e do repertório.


E é sobre isso que eu falo neste artigo!


bom condutor no forró

Antes de tudo, devemos entender que o que mais importa é a experiência social do forró.


É a sensação e a emoção que se cria (para você e para a pessoa com quem você está dançando).


Não se trata de impressionar com passos elaborados, mas de criar uma dança divertida, fluida e prazerosa para quem está ao nosso lado.


Não é sobre o que você sabe e/ou consegue fazer, mas sobre aquilo de melhor que pode sair da combinação única entre você e a pessoa com quem você está dançando, que é alguém com características próprias.


Com esse foco, reuni aqui sete dicas essenciais para condutores no forró, pensando em tornar a dança agradável e envolvente para a parceira, e ajudar você a aprimorar sua condução.


São dicas que às vezes aparecem nas minhas aulas e workshops, mas agora reunidas e elaboradas neste blog.


1. Comece devagar


Ao dançar com uma parceira nova, evite a ansiedade de querer realizar imediatamente os movimentos mais complexos e desafiadores que você aprendeu. Comece de forma simples, buscando conexão e alinhamento, focando na sua base (eu tenho, inclusive, um blog aqui no site falando exatamente disso, em detalhes — clique aqui para ler).


Depois, vá introduzindo gradualmente outros passos do seu repertório, sempre observando o conforto da parceira. Essa construção lenta garante uma experiência mais prazerosa e divertida. Ninguém gosta de se sentir “testado”, nem de começar uma dança já com dificuldade para realizar os movimentos propostos.


2. Adapte o repertório de movimentos


Escolher os movimentos apropriados para o momento é fundamental.


Mas o que faz com que um movimento seja uma boa escolha?


Isso depende de muitos fatores, incluindo a música que está sendo tocada, o espaço disponível na pista e o grau de intimidade com a parceira.


Mas, além disso, um bom condutor seleciona os passos de acordo com o nível técnico da parceira e com o que é possível realizar de forma fluida, sem criar desconforto ou desgaste.


E isso também tem a ver com estilo. Certos movimentos fazem parte do repertório corporal e técnico de algumas pessoas, mas não de outras. Evite insistir em movimentos que você percebe que não fazem parte daquilo que sua parceira sabe fazer.


bom condutor no forró

3. Adapte sua linguagem corporal


A adaptação não é só sobre escolher os movimentos, mas também sobre a maneira geral como você se movimenta.


Dependendo da parceira e da energia que ela traz para a dança, você pode dançar de maneiras diferentes; com uma corporalidade mais neutra, com mais rebolado, mais fluida, ou mais groovada e pulsante. Essa flexibilidade permite que a dança seja mais simbiótica e prazerosa.


Eu adoro a ideia de que a dança muitas vezes é mais sobre a qualidade dos movimentos do que sobre a escolha dos movimentos em si.


4. Seja flexível na execução dos movimentos


Cada movimento pode ser realizado de diversas formas. Aqui não estou falando da linguagem corporal geral, como no item anterior, mas das variações de execução de um mesmo movimento. Um giro simples, por exemplo, pode ser ajustado: a parceira pode girar um pouco mais ou menos, usando o espaço de maneira mais linear ou mais circular, ou finalizar em uma posição ligeiramente diferente da esperada.


Trata-se de evitar “passos ensaiados”, nos quais já existe uma ideia fixa de como o movimento deve ser realizado, como se houvesse uma maneira absolutamente correta de executar um passo e qualquer alteração fosse um erro.


Um bom condutor entende como adaptar a execução do movimento para que a dança continue fluida, independentemente das pequenas variações na forma como a conduzida responde e realiza os passos. A ideia é manter a coerência, a conexão e o prazer da dança, mesmo quando a dinâmica muda.


E aqui vai um bônus: muitas vezes, ao realizarmos um movimento, a conduzida pode não saber aquele movimento e reagir de uma maneira que não nos possibilita concluir o movimento ou dar continuidade a ele da maneira tradicional ou esperada. Nesses momentos, se temos um vocabulário suficiente, podemos transformar esse movimento em outro que funcione como parte da dinâmica, sem que isso crie uma sensação de erro durante a dança.


5. Observe a receptividade da parceira


Além da escolha dos movimentos, é importante perceber como a parceira responde.


Mesmo sem decidir diretamente os passos, ela deve ter voz na dança, e alguns movimentos ou características podem ser ajustados para que ela participe ativamente e se sinta confortável e engajada.


Preste atenção em sinais de entusiasmo, hesitação ou desconforto, e use essas informações para guiar a dança de maneira coletiva e harmoniosa.


Certas pessoas se engajam profundamente em uma dança mais intimista e conectada, fecham os olhos e se entregam no abraço. Outras ficam mais tensas dentro dessa dinâmica e, em oposição, abrem um grande sorriso quando estão em posição aberta, fazendo giros e outros floreios. Leve isso em consideração nas escolhas que você faz como condutor.


bom condutor no forró

6. Abraço e reciprocidade


É fundamental ajustar o abraço, a distância e o grau de intimidade conforme a parceira.


Essa atenção garante que a dança seja confortável, respeitosa e prazerosa, evitando situações constrangedoras. Busque sempre equilíbrio entre liderança e reciprocidade, especialmente em interações mais próximas e possivelmente sensuais.


Quer refletir mais sobre o que faz um bom abraço no forró? Escrevi um blog dedicado a esse tópico — clique aqui para ler.


7. Condução leve e natural


A condução deve ser agradável e fluida, sem forçar movimentos.


Em vez de puxar ou empurrar um giro com força, crie espaço e movimentos que gerem inércia natural, usando o braço e as mãos de forma delicada.


Essa lógica vale para toda a dança: utilize a energia do movimento anterior para conduzir o próximo, garantindo que cada passo seja leve, confortável e prazeroso.


Bônus: Se cuide!


Isso às vezes pode parecer óbvio, mas muitas vezes o óbvio também precisa ser dito. O cuidado que colocamos conosco, especialmente cuidados pessoais como higiene, é extremamente importante na dança a dois, principalmente em uma dança como o forró, na qual estamos muitas vezes abraçados com a parceira. Então, fica aqui a dica! 😉


Quer mais informações sobre como se cuidar e preparar para o forró? Eu screvi um blog dedicado a esse tópico — clique aqui para ler. (Esse blog é em ingles, mas em breve devo preparar uma tradução para o português também)


Conclusão - o bom condutor no forró


Seguindo essas sete dicas, você vai perceber que ser um bom condutor vai muito além da técnica. É sobre saber improvisar e se adaptar a cada dança, a cada momento. É sobre criar diálogo na dança!


Sobre o autor


Rafael Piccolotto de Lima - bom condutor no forró

Rafael Piccolotto de Lima é apaixonado pelas artes, doutor em música e foi indicado ao Grammy Latino como melhor compositor de música clássica em 2013. Para ele todas as formas de expressão são de alguma maneira correlacionadas, gerando seu interesse e atuação diversificada; de fraque nas salas de concerto até sapato de dança no chão batido do salão.



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